27 março 2014

As 13 Chaves do Paraíso


     A maioria das histórias tem um começo, bem , esta não. Pois quando simplesmente passa a existir em lugar, não há necessidade de um começo ou de apresentações formais. Também não temos um protagonista heroico, romântico ou simplesmente bonitão, se já ficou desanimado é melhor não prosseguir, essa historia não é para você. E para os que ficaram, pretendo não decepciona-los.



     Quem nunca desejou ser feliz eternamente? Certamente um príncipe de um outro mundo que aparece em algum lugar desejou, e foi atras desse sonho, conformado com sua nova vida. Logo que o príncipe de um reino qualquer chegou aqui ele logo encontrou um livro, ou o livro encontrou ele, não cabe a mim decidir quem manipula quem, era um belo livro com um a bela capa de couro vermelha e letras negras e bem desenhadas em volta de uma grande joia que lembrava talvez vagamente um olho. "A PORTA DO PARAÍSO" era o nome, como qualquer curioso ele logo o abriu em suas paginas amarelas envelhecidas e borradas. Haviam desenhos lindos e divertidos de observar, parecia feito para ele, logo a frente um mapa, um mapa diferente do nosso, com ilhas flutuantes e rios suspensos, treze locais marcados com números e instruções nas paginas seguintes, no número 1 havia um garoto segurando um livro e na pagina seguinte informações sobre uma chave que estava próxima a ele, mais especificadamente embaixo dele sob o baú onde se encontrava o livro, o príncipe procurou e encontrou embrulhado em um papel negro uma chave de aspecto velho, talvez mais velho que o próprio tempo, olhou novamente no livro, "Chave dos sonhos, faça um desejo a essa chave e ela lhe concederá, use a com cautela." O príncipe resolveu deixar seu desejo para depois, aquele pedido já era só dele e poderia ser útil em outra ocasião.

     Resolveu ir atras da próxima chave, que como a outra estava escrita em letras vermelhas e desenhadas a mão na outra página. "Chave da luz, quem a possui será capaz de ver dentro da alma de qualquer ser", uma chave muito atrativa para um garoto curioso que quer saber sobre tudo. segundo o mapa a chave 2 se encontrava escondida em uma espécie de hospital abandonado, após algumas poucas horas caminhando lá se encontrava o prédio, diferente de tudo a sua volta aquele hospital parecia não parecia pertencer a aquele mundo. Sua enorme porta de metal estava semi-aberta pronta para devorar seu convidado, sem hesitar ele adentrou o prédio, a excitação pela aventura não deixou com que ele percebesse uma mensagem escrita na parede interna do prédio. Era um longo corredor com portas de todos os lados algumas estavam abertas, mas suas salas permaneciam negras de uma forma meio sobrenatural, um pássaro de repente parou em sua frente, parecia irritado com sua presença, seus olhos pareciam temer algo na escuridão das salas abertas, o pássaro voava sobre o príncipe sempre evitando as portas, mas indicando um local para o garoto que o seguiu curioso até uma escadaria que subia a sua esquerda e outra a sua direta que descia, o pássaro pousou em um dos degraus da escada a direita, e balançou sua cabeça indicando para que o garoto descesse com ele, e assim o fez. a escada dava para uma porta que pela aparência nova nunca tinha sido aberta antes, o que pareceu muito estranho, ela não parecia pertencer a aquele tempo, ele bateu na porta e ouviu um barulho vindo de cima, de súbito olhou pra trás e viu algo se movendo muito rapidamente no topo da escadaria. Já em panico ele bateu com mais força na porta até que ela se abrisse como se estivesse trancada por dentro e alguém resolvesse abri-la. Outro lugar apareceu diante dos seus olhos, paredes muito brancas de um corredor bem iluminado por lampadas que pareciam brilhar cada vez mais a medida que ele adentrava o lugar, só havia uma porta naquela sala, e por sorte ou azar estava aberta, dentro dela um grande armário onde o pássaro pousou na porta também aberta convidando-o a conhecer seu conteúdo. Papeis e mais papeis e no encostada em um canto uma chave dourada, polida como uma joia, ele a pegou e colocou no bolso, o pássaro grasnar a voar de volta a procura da saída, no canto da sala um corpo em decomposição se movia em sua direção, seu único olho se mantinha fixo no príncipe que lembrando da chave em sua mão apontou-a para aquela coisa no chão, que se afastou, como que para se esconder daquele artefato, o garoto aproveitou e correu para o corredor que não parecia mais tão branco, manchas negras brotavam sobre sua superfície enquanto as luzes falhavam tornando o cenário ainda mais assustador. Ele correu em desespero pela escada, ao chegar no corredor principal seu corpo congelou de pavor ao ver outros corpos que vinham das salas escuras em sua direção, novamente ele mostrou a chave, mas dessa vez eles não recuaram. O príncipe em desespero decidiu subir pela escada a esquerda, mesmo sabendo que não teria como escapar, ao fim da escada não havia nada além de alguns metros de sala vazia sem janelas ou portas. O príncipe se encolheu entre uma parede e pegou a outra chave que também estava  em um dos seus bolsos, ele apertou a chave contra si e desejou alguém que o ajudasse, alguém que o protegesse. Os corpos continuavam a subir as escadas, e então ouviu um som de algo se partindo, ossos sendo arrancados, e por fim um tiro q fez cair o corpo já no topo da escada com a cabeça em pedaços no chão, de repente um jovem com uma arma e um sorriso malicioso entra aparece chutando os restos do que foi um crânio. O jovem estende a mão ao príncipe e os dois saem do hospital, o prédio parece gemer de dor enquanto os dois se afastam. Já em segurança o jovem se apresenta, Leon é seu nome, um aventureiro a procura do perigo. Talvez o príncipe tenha realizado seu desejo, ou ele pode ser apenas a pessoa certa no lugar certo. De dentro da mochila o príncipe tira o livro e procura sobre a próxima chave...

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